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Economia de Escala

novembro 21, 2006

Em recente artigo na IEEE Computer, o Professor Manfred Broy aborda o aspecto de economia de escala na produção de software embarcado.  Ele exemplifica com três setores: automobilístico, aeronáutico e telecomunicações.  No setor aeronáutico pensa-se em até mil examplares de um modelo, no setor automobilístico pensa-se em até 1 milhão de exemplares para um modelo, enquanto, por exemplo, pode-se pensar que um modelo de celular pode ter até 50 milhões de exemplares para um modelo. 

Tomando por base os números acima, e se o desenvolvimento de um software custar 100 milhões de reais, teremos que o custo unitário do software para um celular será de 2 reais. Para o carro esse custo unitário será de 100 reais e para cada avião o custo será de 100 mil reais.

Já falamos da diferença de produzir e desenvolver.  O  Prof. Broy lembra, no entanto, que o custo unitário da parte software não pode ser calculado apenas como uma amortização do desenvolvimento.  Vimos, que no caso Microsoft, o custo de empacotar foi reduzido com a distribuição eletrônica, via rede.  No entanto, se analisarmos o caso de software embarcado, como na indústria automobilísitca, gerenciar a configuração de partes com software embarcado, em tempo de produção, é oneroso. 

Explicando a última frase.  Suponha que no sistema de controle de abrir e fechar as janelas sejam utilizados dois motores, suponha que esses dois motores são de diferentes fabricantes e que esses motores contém processadores que são integrados entre si e com o sistema da console.  Se a montadora necessitar, durante o processo de produção, mudar de fornecedor OEM será que o software do novo fornecedor terá que ser ajustado para integrar-se ao novo lote de produtos?  Isso poder levar a processos logísticos diferenciados e que acarretarão custos antes não previstos e que elevarão o custo unitário de software.

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